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Opinião - Política

 

 

Palestra do Embaixador Thomas Shannon na ANPPREV, ontem, e outros assuntos

Atendendo convite do Forum Nacional da Advocacia Pública Federal e da ANPPREV, a associação nacional dos procuradores federais da área de previdência social, ontem à noite, ao sair do trabalho, fui me fazer presente à sede, aqui em Brasília, dessa prestigiada instituição - da mesma ANPPREV, da qual sou associado e um dos fundadores, isto ainda no início dos anos 1990 -, na palestra do Senhor Thomas Shannon, o atual embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O eminente palestrante discorreria sobre as "Repercussões da visita do Presidente Obama ao Brasil e o Desenvolvimento de uma Parceria entre os Estados Unidos da América e o Brasil para o século XXI". E assim fez.

No pequeno auditório disponibilizado para o ilustre palestrante e seus ouvintes estavam novos e veteranos procuradores federais, como eu, além de outros colegas das quatro carreiras jurídicas - constituídas de procuradores federais; procuradores da Fazenda Nacional; procuradores do Banco Central e advogados da União -, que defendem a "viúva" e as instituições federais; diplomatas; parlamentares; juízes; membros do Ministério Público, entre outras autoridades.

Em sua palestra, o embaixador Thomas Shannon fez breves registros sobre o histórico das relações diplomáticas Brasil/Estados Unidos da América, antes de adentrar no tema das "Repercussões da visita do Presidente Obama ao Brasil e o Desenvolvimento de uma Parceria entre os Estados Unidos da América e o Brasil para o século XXI". Na vez das mesmas "repercussões", o ilustre palestrante tratou de energia e desenvolvimento sustentável; ciência e inovação tecnológica; comércio bilateral e da nossa presença no mundo, etc., mas faltou o ainda delicado - para eles, estadosunidenses - tema da agenda ambiental. Esta última me parece que era das questões que mais interessava aos ouvintes, e o ilustre procurador Souto - da Fazenda Nacional -, que presidia a Mesa, como presidente do Forum, foi quem primeiro provocou o embaixador, com uma pergunta, apenas, ao final de sua excelente exposição, mas fomos elegantes, por óbvio, tanto o procurador como os demais colegas e outras autoridades presentes. Depois daquilo, eu fiquei sem saber de mais nada, pois tive que me ausentar para levar meu filho no Aeroporto JK.

Porém, durante toda a palestra do embaixador Thomas Shannon, eu - como os demais presentes - fui um ouvinte atento e interessado, ao contrário do que aconteceu comigo durante palestra, também aqui em Brasília - em um almoço, no restaurante Porto Vitória -, de John Danilovich, o então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, numa determinada fase do "Governo Bush". Naquela ocasião, ao contrário da maioria dos presentes, eu deixei de lado a audição e fixei os olhos, o tempo todo, numa bela senhora ao lado do Danilovich, que era a sua própria mulher, a suave Irene, inesquecível em sua beleza e suavidade. Nem lembro do que falou o marido dela.

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Tá bom assim, companheiro?

Mudando de assunto, numa das entrevistas que o Fernando Henrique concedeu esta semana, dentro das comemorações dos seus 80 anos - que ele completa exatamente hoje, 18 de junho -, para provocar o Lula - para que seria, se não fosse para isso? -, ele disse, com todas as letras, que dava palestras mundo afora em quatro idiomas. Isso mesmo, em quatro idiomas, como se já não soubéssemos disso.

Eu, daqui, no entanto, em nome do Lula - mas sem autorização dele, que nem se lembra mais daquele jovem advogado que o ajudou a fundar o PT, em 1980, Piauí acima e abaixo -, respondo ao Fernando Henrique que eu, um simples escritor piauiense, poderia palestrar não apenas em quatro idiomas, mas até em cinco, seis..., se estiver com o meu irmão mais velho - o médico Laurindo Raulino Filho, residente lá em Teresina - ao meu lado, como intérprete/tradutor. Com ele, FHC, eu poderei palestrar em inglês, francês, espanhol, alemão, árabe... - sim, até em árabe. Não sei se eu terei ouvintes na platéia, mas é o troco que dou para o FHC, em nome do Lula. Tá bom assim, companheiro?